Até quando vai durar a crise de RAM e SSD?
Se você reparou que notebook e PC estão custando mais caro esse ano, não é impressão sua. E o motivo não é um componente isolado ficando mais raro. É memória RAM e SSD, os dois ao mesmo tempo, subindo de preço em todo o mundo.
Por que isso está acontecendo
A explicação real é meio óbvia quando você para pra pensar: empresas como Samsung, SK Hynix e Micron descobriram que vender memória de alta performance pra servidor de inteligência artificial dá muito mais lucro do que vender RAM comum pra notebook e PC de consumidores comuns, igual eu e você.
Então, quando a fábrica não dá conta de produzir tudo, adivinha pra qual lado a produção é direcionada. Não pro seu próximo notebook. Pro data center que treina IA.
O que as empresas estão confirmando
A Asus já subiu preço em 10% só no primeiro trimestre de 2026, e projeta alta acumulada de até 45% até o terceiro trimestre. Dell, HP, Lenovo e Acer confirmaram aumentos parecidos, entre 15% e 30%.
A HP chegou a revelar que memória hoje representa cerca de 35% do custo total de montar um PC, um salto enorme frente aos 15-18% de poucos meses atrás. Quando o componente pesa tanto na conta, não sobra muita saída pra fabricante além de subir o preço ou cortar especificação — e as duas coisas já estão acontecendo ao mesmo tempo.
O que os analistas dizem sobre o futuro
Aqui vem a parte que ninguém quer ouvir: segundo a IDC, não deve ter alívio nenhum antes do final de 2027. A TrendForce reforça isso, dizendo que nenhuma fábrica nova relevante deve entrar em operação antes de 2027 — e mesmo essa capacidade nova já está praticamente reservada pra memória de IA, não pra RAM comum de consumidor.
Ou seja: não é uma crise passageira que vai se resolver em alguns meses. Na prática, as fabricantes decidiram colocar a produção onde o lucro é maior. E hoje esse lugar é o mercado de IA.
Na prática…
Se você está pensando em montar um PC, seja pra trabalho ou pra jogar, o conselho é direto: aproveite as promoções sazonais que aparecerem — Black Friday, datas comemorativas, liquidação de loja — porque, pelo que o mercado e as próprias empresas vêm dizendo, o preço não deve cair antes de 2027.
