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Bilibili quer destronar o YouTube: será a 1ª rival à altura ou vai acabar como as outras?

 

A Bilibili acabou de relançar uma expansão global agressiva pra tentar roubar espaço do YouTube fora da China. Tem um detalhe que interessa direto pro Brasil. São Paulo está entre as cidades onde a empresa vai contratar equipe, junto com Los Angeles, Londres e Tóquio.

O que muda entre Bilibili e YouTube com essa expansão

A Bilibili relançou o aplicativo internacional. Agora não exige mais passaporte pra quem quer se cadastrar de fora da China. Também está preparando um site em inglês e correndo atrás de criador ocidental de peso. O MrBeast já testou a plataforma em 2024 e bombou por lá. Isso virou a prova que a Bilibili usa pra mostrar que o modelo funciona fora da China também.

Vale entender uma coisa importante sobre a Bilibili. Ela não é só um YouTube chinês. Ela junta vídeo gravado com live streaming ao mesmo tempo, do jeito que a Twitch faz, incluindo transmissão de jogo, evento de e-sport e vtuber. Tem até um recurso só dela, chamado danmaku, onde o comentário de quem está assistindo voa por cima da tela em tempo real. Nem o YouTube nem a Twitch fazem isso do mesmo jeito.

Bilibili vs YouTube: por que isso chamou tanta atenção agora

Essa não é a primeira vez que a Bilibili tenta sair da China. As anteriores não decolaram e o histórico de quem tentou tirar o YouTube do trono é enorme, e cheio de gente que quebrou a cara.

O cemitério de quem tentou destronar o YouTube

O DTube rodava em blockchain e pagava criador com uma criptomoeda própria. Teve hype forte no começo. Hoje continua existindo, mas ficou muito longe da escala do YouTube.

O BitChute e o Odysee ainda existem, mas ficaram pequenos e nichados. Moderação mínima, conexão instável, sem força real pra brigar de igual pra igual.

Tem uma exceção que muda o raciocínio inteiro.  A Rumble não fracassou. Pelo contrário, é empresa listada na bolsa americana, cresce e conseguiu criar um público próprio. Na divisão de anúncios, ela fica com cerca de 60% da receita, um pouco acima dos 55% do YouTube. Mas o segredo dela não foi simplesmente pagar mais. Foi focar num público específico, ligado a liberdade de expressão e conteúdo político, chegando a fechar exclusividade pra transmitir debate de eleição americana.

O que a briga entre Twitch e Kick também ensina

Vale olhar outro exemplo parecido, só que do lado do live streaming. A Twitch sempre foi implacável com concorrente. A Mixer, da Microsoft, fechou em 2020. A Trovo, da Tencent, está fechando agora, em junho de 2026. Nenhum dos dois aguentou a pressão.

Só que a Kick está diferente. Lançou no fim de 2022 pagando 95% da receita pro criador, quase o dobro do que a Twitch oferece, e conseguiu aguentar firme até agora. A Twitch ainda domina, com mais da metade do mercado de live gaming, mas já caiu de 71% pra 54% de participação em pouco mais de dois anos. A Kick já segura 11% e continua crescendo.

Isso mostra que dá pra sobreviver e até crescer na sombra de um gigante, desde que a proposta seja diferente o suficiente pra convencer criador a migrar.

O que isso ensina sobre a chance da Bilibili

A lição que fica é simples. Quem tenta copiar o YouTube do zero costuma perder. Quem acha um público próprio, que o YouTube não atende tão bem, tem chance real de crescer.

E aqui a Bilibili já sai na frente, porque ela não está começando do zero. A Bilibili já tem uma comunidade gigantesca na China, com 376 milhões de usuários ativos por mês, ela já domina uma comunidade gigante de anime, mangá e jogos, um público que respira essa cultura e não encontra a mesma experiência em nenhum outro lugar do ocidente. Se ela apostar nisso, em vez de tentar virar um YouTube genérico só com o passaporte a menos, a chance de dar certo aumenta bastante.

Na prática

Pela nossa leitura aqui no Upgiga, a Bilibili tem uma vantagem real que os fracassos do passado não tinham. Ela já chega com comunidade formada e dinheiro de sobra, já que é empresa bilionária, com receita bilionária todo ano. Mas o risco de virar só mais um nome na lista de quem tentou continua existindo, principalmente se ela tentar competir de frente com o YouTube em vez de focar no que já sabe fazer bem. Vale acompanhar se a contratação em São Paulo vira algo concreto pro público brasileiro nos próximos meses.

Fica de olho no Upgiga pra não perder as próximas novidades de jogos, notícias e comparações.

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