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Samsung pode roubar o trono da Apple em 2026, e a crise de RAM é o motivo principal

A Samsung pode terminar 2026 como a maior fabricante de celular do mundo de novo, tirando a coroa da Apple. A previsão é da Counterpoint Research, consultoria que acompanha o mercado de perto, e o motivo não tem nada a ver com câmera melhor ou tela mais bonita. A explicação inteira gira em torno da crise de memória RAM que já vem sacudindo o setor inteiro.

Por que a Samsung está em vantagem

A Samsung fabrica boa parte da própria memória que usa nos celulares, através da divisão de semicondutores da empresa. Isso é uma vantagem gigante agora, porque enquanto outras marcas precisam comprar componente de terceiro, pagando cada vez mais caro por causa da escassez global, a Samsung consegue segurar parte desse custo internamente, sem depender tanto de fornecedor externo.

Segundo a Counterpoint, isso deve permitir um crescimento de quase 1% nas vendas da Samsung esse ano, um número pequeno, mas que já é vitória num mercado que deve encolher 14,3% no total. O analista da consultoria, Yang Wang, também destaca que a Samsung se beneficia de um portfólio amplo de produtos e relação já estabelecida com operadora e varejista ao redor do mundo, o que ajuda a segurar volume de venda mesmo em cenário difícil.

A Apple, por outro lado, sente o aperto igual todo mundo. A empresa depende de fornecedor externo pra boa parte da memória que usa no iPhone, o que a deixa mais exposta ao mesmo aumento de custo que já apertou o preço de vários outros aparelhos, inclusive Mac e iPad, que já subiram de preço nos últimos meses.

O ano já foi de cabo a rabo

Vale lembrar que essa disputa andou de um lado pro outro o ano inteiro. No primeiro trimestre de 2026, a Apple chegou a assumir a liderança, puxada pelo forte desempenho do iPhone 17. No segundo trimestre, a Samsung retomou o posto, com 24% de participação contra 20% da Apple, crescimento puxado pela linha Galaxy S26. Agora a previsão da Counterpoint aponta pra Samsung consolidando essa vantagem até o fim do ano.

E o iPhone dobrável não deve mudar o resultado

Tem gente torcendo pro primeiro iPhone dobrável, o chamado iPhone Ultra, virar o jogo pra Apple. Só que o lançamento está previsto só pro terceiro trimestre, com volume inicial de poucos milhões de unidades. Isso não é suficiente pra alterar o resultado do ano inteiro, mesmo sendo um produto novo e aguardado, e que já vínhamos acompanhando desde os primeiros vazamentos sobre o dobrável da Apple.

Se você quer entender melhor de onde vem essa pressão toda nos preços, já explicamos com detalhe o que está por trás da crise de RAM e até quando ela deve durar.

Na prática

Pela nossa leitura aqui no Upgiga, essa disputa mostra um lado da crise de RAM que a gente ainda não tinha explorado. Não é só o preço do celular que sobe pro consumidor, é também quem sai na frente ou atrás na corrida entre as marcas. Ter fábrica própria de memória virou vantagem competitiva real, não só detalhe técnico. Se a crise continuar do jeito que está, é bem provável que outras fabricantes com produção própria (como algumas chinesas) também comecem a ganhar terreno sobre quem depende só de fornecedor externo.

Fica de olho no Upgiga pra não perder as próximas novidades de tecnologia, jogos e comparações.

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